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Como fazer DRE da empresa: passo a passo completo

Aprenda como fazer DRE da empresa passo a passo, com estrutura prática, exemplo e checklist. Entenda receitas, despesas e resultado do mês para tomar decisões melhores.

Matheus Ferraz Matheus Ferraz 14 de outubro de 2026 · 10 min de leitura
Como fazer DRE da empresa: passo a passo completo

Como fazer DRE da empresa começa por separar receitas, despesas e custos do período, classificar cada lançamento corretamente e organizar tudo em uma estrutura que mostre o resultado operacional do negócio. Na prática, a DRE revela se a empresa deu lucro ou prejuízo em um período, e é uma das formas mais objetivas de enxergar a saúde financeira do negócio.

Em resumo
  • DRE é a Demonstração do Resultado do Exercício, um relatório que mostra lucro ou prejuízo.
  • Ela começa pela receita bruta e termina no resultado líquido do período.
  • O segredo é classificar corretamente impostos, custos e despesas.
  • Uma DRE bem feita ajuda na precificação, no fluxo de caixa e na gestão.
  • Você pode montar a DRE no Excel, em um ERP ou em um sistema de gestão financeira.

Se você quer aprender como fazer DRE da empresa de forma prática, sem complicação e com visão de dono, este guia vai te mostrar o passo a passo, os erros mais comuns e a melhor forma de usar esse relatório para decidir com mais segurança. Eu trabalho com gestão, marketing e automação há anos e posso afirmar: empresa que não lê sua DRE com regularidade costuma vender muito e lucrar pouco sem perceber.

O que é DRE e por que ela importa para a empresa?

DRE é a Demonstração do Resultado do Exercício. Em termos simples, ela mostra se a empresa gerou lucro ou prejuízo em um período específico, como um mês, trimestre ou ano. É um relatório contábil e gerencial que organiza a performance financeira da operação.

Na prática, a DRE ajuda a responder perguntas que todo gestor precisa fazer:

  • Estou vendendo bem, mas lucrando pouco?
  • Qual parte do faturamento realmente sobra no fim do mês?
  • Meus custos estão pesando mais do que deveriam?
  • Minha precificação está saudável?

Segundo a lógica contábil usada no Brasil, a DRE organiza dados que já existem no financeiro e na contabilidade. O valor dela está na leitura. Ela não serve apenas para cumprir obrigação: serve para tomar decisão.

Quando a empresa acompanha a DRE com frequência, fica mais fácil identificar sazonalidade, margem apertada, despesas fora do padrão e produtos ou serviços que carregam a operação. Se você também quer organizar a base da gestão, vale conectar este conteúdo com o nosso guia de controle financeiro empresarial.

Como fazer DRE da empresa passo a passo?

Para fazer a DRE da empresa, você precisa organizar as informações do período, classificar corretamente as entradas e saídas e montar a linha de resultado em ordem lógica. O processo abaixo serve para empresas de serviço, comércio e operações híbridas.

1. Defina o período da análise

Antes de tudo, escolha o período que a DRE vai mostrar. O mais comum é mensal, porque facilita o acompanhamento da gestão e a comparação com meses anteriores.

Você pode montar:

  • DRE mensal;
  • DRE trimestral;
  • DRE anual;
  • DRE acumulada no ano.

Para rotina de gestão, a DRE mensal costuma ser a mais útil. Ela mostra rapidamente quando o negócio começa a perder margem ou a ganhar eficiência.

2. Levante as receitas do período

A primeira linha da DRE é a receita bruta, ou seja, tudo o que a empresa faturou com vendas ou prestação de serviços no período analisado.

Inclua:

  • vendas de produtos;
  • honorários e serviços prestados;
  • receitas recorrentes;
  • outras receitas operacionais, quando existirem.

Aqui, o ponto principal é não confundir faturamento com dinheiro disponível em caixa. A DRE trabalha com competência do período; por isso, ela mostra a performance econômica, não apenas o saldo bancário.

3. Subtraia impostos sobre a receita

Depois da receita bruta, entram os impostos incidentes sobre o faturamento. Dependendo do regime tributário e do tipo de operação, esse valor pode variar bastante.

Essa etapa é importante porque muita empresa calcula preço olhando só para a venda e esquece que uma parte da receita já tem destino definido. Quando isso acontece, a margem parece maior do que realmente é.

4. Apure a receita líquida

A receita líquida é o que sobra da receita bruta depois dos impostos e deduções comerciais, como devoluções, abatimentos e descontos concedidos.

Essa linha mostra quanto a empresa realmente manteve daquilo que vendeu. Ela é o ponto de partida para entender se a operação sustenta a estrutura do negócio.

5. Calcule os custos dos produtos ou serviços vendidos

Se a empresa é de comércio, entram aqui os custos das mercadorias vendidas. Se é de serviços, entram os custos diretos para executar a entrega. Se é híbrida, cada parte precisa ser tratada corretamente.

Exemplos:

  • compra de mercadoria para revenda;
  • matéria-prima;
  • frete sobre aquisição;
  • mão de obra direta ligada à entrega;
  • terceiros necessários para realizar o serviço.

Esse bloco é decisivo. Em muita empresa, o problema não está na venda, mas no custo mal medido.

6. Encontre o lucro bruto

O lucro bruto é a diferença entre receita líquida e custos diretos. Ele mostra quanto sobra antes das despesas fixas e variáveis de estrutura.

Se o lucro bruto já for apertado, a empresa entra em risco. Nesse caso, o ajuste pode estar na precificação, no custo de compra, na produtividade ou até na composição do portfólio.

7. Liste despesas operacionais

Agora entram as despesas necessárias para manter a empresa funcionando, mas que não estão diretamente ligadas à produção ou entrega do produto/serviço.

Exemplos comuns:

  • salários administrativos;
  • aluguel;
  • energia;
  • internet;
  • software;
  • marketing;
  • comissões;
  • taxas bancárias;
  • despesas com escritório.

Aqui, o controle precisa ser disciplinado. Se você não separa bem despesas administrativas, comerciais e operacionais, a leitura da DRE fica distorcida.

8. Calcule o resultado operacional

O resultado operacional mostra o desempenho do negócio antes de receitas e despesas não recorrentes ou financeiras específicas. Em outras palavras, ele mostra a força da operação principal.

Essa linha é uma das mais importantes para gestão porque revela se o modelo de negócio funciona de verdade. Se a operação principal não se sustenta, a empresa vai depender de fatores externos para fechar no azul.

9. Inclua despesas e receitas financeiras, se fizer sentido

Dependendo da estrutura da empresa e do objetivo da DRE, você pode incluir receitas financeiras, despesas financeiras e outros itens abaixo da linha operacional.

Exemplos:

  • juros pagos;
  • juros recebidos;
  • tarifas bancárias;
  • rendimentos financeiros;
  • encargos sobre empréstimos.

Esses valores parecem pequenos em muitos casos, mas ao longo do ano podem afetar bastante o resultado líquido.

10. Chegue ao lucro líquido

O lucro líquido é o resultado final da DRE. Ele mostra o que realmente sobrou depois de todas as deduções, custos e despesas.

É aqui que a empresa descobre se vendeu bem e ganhou dinheiro de fato. Muitas empresas faturam bastante, mas encerram o mês com resultado líquido baixo ou negativo porque o custo de operação foi maior do que o previsto.

Exemplo prático de DRE da empresa

Veja abaixo uma estrutura simples de como fazer DRE da empresa na prática:

EtapaValor hipotético
Receita brutaR$ 100.000
Impostos e deduçõesR$ 12.000
Receita líquidaR$ 88.000
Custos diretosR$ 40.000
Lucro brutoR$ 48.000
Despesas operacionaisR$ 32.000
Resultado operacionalR$ 16.000
Despesas financeiras e ajustesR$ 4.000
Lucro líquidoR$ 12.000

Esse exemplo deixa claro um ponto essencial: faturamento alto não garante lucro alto. A DRE existe exatamente para mostrar a diferença entre volume de vendas e geração real de resultado.

Quais são os erros mais comuns ao fazer DRE?

Os erros mais comuns ao montar a DRE da empresa estão na classificação dos lançamentos, na mistura entre caixa e competência e na falta de padrão na apuração.

Os principais são:

  • misturar despesas pessoais com despesas da empresa;
  • registrar custos diretos como despesas administrativas;
  • usar dados incompletos do período;
  • não considerar impostos corretamente;
  • comparar meses sem ajustar sazonalidade;
  • confundir fluxo de caixa com resultado contábil;
  • deixar comissão, frete e taxa de pagamento fora da conta.

Se a sua empresa vende serviços, recomendo cruzar a DRE com uma boa rotina de formação de preço. Nosso conteúdo sobre como precificar serviços complementa muito bem essa leitura.

Como interpretar a DRE para tomar decisões melhores?

Interpretar DRE é olhar para margem, estrutura de custos e eficiência operacional. O relatório não serve apenas para saber se deu lucro; ele serve para descobrir por que deu lucro ou prejuízo.

Observe estes pontos:

  • Receita crescendo e lucro caindo: sinal de custo ou despesa subindo mais rápido que a venda.
  • Lucro bruto baixo: possível problema de precificação ou custo de entrega.
  • Despesas fixas altas: estrutura pesada demais para o faturamento atual.
  • Resultado líquido instável: operação sem previsibilidade.

Esse tipo de leitura é o que transforma a DRE em ferramenta de gestão, e não apenas documento contábil.

Como fazer DRE da empresa com planilha, ERP ou sistema?

Você pode fazer a DRE em planilha, ERP ou sistema de gestão, mas o melhor caminho é aquele que reduz erro e mantém a informação atualizada.

OpçãoVantagemLimitação
PlanilhaFlexível e barata para começarMaior risco de erro manual e retrabalho
ERPIntegra financeiro, vendas e estoqueExige configuração e disciplina
Sistema de gestãoCentraliza dados e facilita leitura gerencialDepende de boa estrutura de uso

Na prática, o melhor sistema é o que consegue reunir receitas, despesas, contas a pagar e a receber e entregar o resultado do mês sem você ter que montar tudo manualmente toda vez.

Se o seu negócio também precisa organizar pedidos, clientes e operações do dia a dia, vale conhecer sistema de gestão empresarial, porque ele conversa diretamente com a DRE.

Como fazer isso na prática com o Gestor IMAGINE?

O Gestor IMAGINE ajuda a transformar a DRE em rotina de gestão, porque concentra financeiro, organização comercial e operação em um só ambiente. Em vez de depender de informações espalhadas, você consegue trabalhar com dados mais consistentes para acompanhar o resultado do mês.

Na prática, três recursos se conectam diretamente com esse processo:

  • Financeiro: controla receitas, despesas, contas a pagar e a receber e mostra o resultado do mês;
  • Propostas e contratos em PDF: facilita padronização comercial e reduz ruído entre venda e execução;
  • App no celular com notificações: ajuda a manter a rotina financeira e operacional em dia.

Além disso, o catálogo online com carrinho que vira pedido e a integração com WhatsApp ajudam empresas de comércio e serviços a manter a organização da operação, o que impacta diretamente a qualidade dos números que entram na análise financeira.

Se você quer ver como isso funciona na prática, o Gestor IMAGINE foi pensado justamente para empresas que precisam de gestão mais clara, sem complicar o dia a dia.

Checklist prático para montar sua DRE

Antes de fechar o relatório, confira se você fez tudo corretamente:

  • Separei o período de análise;
  • Reuni as receitas do mês;
  • Classifiquei impostos e deduções;
  • Apurei a receita líquida;
  • Levantei os custos diretos corretamente;
  • Listei despesas operacionais por categoria;
  • Calculei o resultado operacional;
  • Incluí despesas e receitas financeiras, se aplicável;
  • Fechei com o lucro líquido;
  • Comparei com o mês anterior e com a meta da empresa.

Esse checklist simples já evita boa parte dos erros de leitura financeira que eu vejo no dia a dia de empresas em crescimento.

Como ligar DRE, fluxo de caixa e precificação?

DRE, fluxo de caixa e precificação são três peças do mesmo quebra-cabeça. O fluxo de caixa mostra a movimentação de dinheiro; a DRE mostra o resultado econômico; a precificação define se a venda sustenta a operação.

Se a sua empresa está saudável no caixa, mas a DRE mostra prejuízo, você pode estar apenas adiando um problema estrutural. Se a DRE mostra lucro, mas o caixa vive apertado, o problema pode estar no prazo de recebimento ou na forma como você administra capital de giro.

Por isso, esses três controles precisam andar juntos. E se você ainda não estruturou a base do financeiro, o ideal é começar pelo nosso guia de controle financeiro empresarial e, depois, aprofundar a gestão de clientes com gestão de clientes B2B.

Perguntas frequentes

O que é DRE na empresa?

DRE é a Demonstração do Resultado do Exercício. Ela mostra se a empresa teve lucro ou prejuízo em um período, considerando receitas, custos, despesas e resultado final.

Qual a diferença entre DRE e fluxo de caixa?

A DRE mostra o resultado econômico do período, enquanto o fluxo de caixa mostra a entrada e saída de dinheiro. Uma empresa pode ter lucro na DRE e ainda assim sofrer com falta de caixa.

Posso fazer DRE no Excel?

Sim. O Excel funciona bem no início, desde que os lançamentos estejam organizados e a classificação seja consistente. Porém, para escalar a gestão, um sistema costuma reduzir erros e retrabalho.

Toda empresa precisa fazer DRE?

Sim, porque a DRE é uma das formas mais claras de acompanhar a saúde financeira do negócio. Mesmo quando há obrigação contábil, o uso gerencial é o que traz mais valor para o dono da empresa.

Com que frequência devo analisar a DRE?

O ideal é analisar mensalmente. Isso ajuda a identificar mudanças de margem, aumento de custos e variações sazonais com mais rapidez.

Quem deve montar a DRE da empresa?

O contador pode estruturar a parte técnica, mas o gestor precisa acompanhar e interpretar o relatório. A DRE só gera valor real quando entra na rotina de decisão da empresa.

Conclusão

Saber como fazer DRE da empresa é uma das competências mais importantes para qualquer negócio que queira crescer com controle. Quando você separa corretamente receitas, custos e despesas, passa a enxergar o que realmente gera lucro e o que está consumindo margem.

Na prática, a DRE deixa de ser um documento burocrático e vira uma ferramenta de decisão. Use o relatório todo mês, compare com períodos anteriores e integre essa leitura com seu caixa e sua precificação. É isso que diferencia empresas que apenas faturam de empresas que realmente lucram.

Se você quer organizar esse processo com mais previsibilidade, conheça o Gestor IMAGINE e veja como unir financeiro, clientes, propostas e operação em uma rotina mais profissional.

Se quiser continuar aprofundando sua gestão, veja todos os guias de negócios.

Como fazer DRE da empresa: passo a passo completo
Como fazer DRE da empresa: passo a passo completo
Matheus Ferraz
Escrito por Matheus Ferraz

CEO e estrategista da IMAGINE, agência de marketing, vendas e automação em Goiânia que atende empresas de todo o Brasil.

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